Hotelaria desacelera em abril com dormidas a subirem 0,7% e proveitos totais 7,8% - INE

Os indicadores de hotelaria em Portugal desaceleraram em abril, com as dormidas a registarem uma subida homóloga de 0,7% e os proveitos totais e de aposento a progredirem 7,8% e 10,9%, respetivamente, informa hoje o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta evolução homóloga dos resultados de abril de 2015 foi "parcialmente influenciada por um efeito base em 2014, relacionado com a proximidade da Páscoa com o feriado de 25 de abril".

Em março, as dormidas tinham progredido 11,5% e os proveitos totais e de aposento tinham aumentado 14,0% e 15,6%.

Segundo o INE, em abril os estabelecimentos hoteleiros receberam 1,5 milhões de hóspedes que ocasionaram 3,9 milhões de dormidas (+4,0% e +0,7%, respetivamente), tendo o mercado interno decrescido pela primeira vez num ano (-4,9%, quando em março tinha aumentado 17,9%) e os mercados externos mantido a evolução positiva (+2,8%), mas a menor ritmo que em março (+9,0%).

Nos quatro primeiros meses de 2015 os hóspedes aumentaram 8,6% e as dormidas 7,5%, com o mercado interno a crescer 9,1% e os mercados externos 6,8%.

A estada média em abril foi de 2,68 noites (-3,2%) e a taxa de ocupação fixou-se nos 43,4% (-0,4 p.p.).

No que se refere aos proveitos, em termos globais aumentaram 7,8% para 182,7 milhões de euros, enquanto os de aposento subiram 10,9% para 128,9 milhões de euros, refletindo uma desaceleração menor que nas dormidas "em parte associada a uma estratégia comercial de aumento de preços em 2015".

Considerando o período de janeiro a abril, os proveitos totais atingiram 511,6 milhões de euros (+12,2%) e os de aposento 352,8 milhões de euros (+14,4%).

Em abril, o RevPAR (rendimento por quarto disponível) foi de 32,2 euros (+8,9% em abril, face a +11,3% em março).

No período, os hotéis e as pousadas apresentaram incrementos nas dormidas (+5,5% em ambos), mas as restantes tipologias decresceram, com maior impacto nos apartamentos turísticos (-13,7%).

Já os hotéis (68,0% das dormidas totais) beneficiaram do contributo positivo de todas as categorias, especialmente as de cinco e quatro estrelas (+6,9% e +5,7%).

Os dez principais mercados emissores representaram em abril 79,0% das dormidas de não residentes, em linha com o mês homólogo de 2014 (79,2%).

As dormidas do mercado britânico decresceram 3,4%, reduzindo-se também o seu peso relativo (21,1% face a 22,5% em abril de 2014), sendo que mos primeiros quatro meses do ano a evolução foi ligeiramente positiva (+0,9%).

A Alemanha apresentou resultados crescentes (+12,2%), próximos do mês anterior (+11,5%) e do período acumulado de janeiro a abril (+11,0%), tendo a representatividade deste mercado em abril de 2015 (15,9%) superado a do mês homólogo de 2014 (14,6%).

Quanto ao mercado espanhol (10,9% do total), registou um decréscimo (-11,1%), influenciado pelo efeito da Páscoa em 2014, mas no acumulado até abril os resultados foram positivos (+5,4%), e as dormidas de residentes em França aceleraram (+17,1% em abril e +12,9% em março), tendo representado 10,5% do total (+1,3 p.p.).

Segundo o INE, os EUA apresentaram o maior acréscimo (+34,3%), tendo-se destacado também a Bélgica (+25,2%) e a Itália (+20,5%), e no caso do Brasil acentuou-se a tendência decrescente (-18,6% em abril e -15,6% em março), embora a evolução dos quatro primeiros meses do ano seja positiva (+1,8%).

Numa análise por regiões, o instituto destaca o "aumento expressivo" das dormidas nos Açores (+20,7%), devido aos novos serviços de transporte aéreo, e aponta nas regiões do Norte, Centro, Lisboa e Madeira acréscimos "de menor expressão" que corresponderam a desacelerações face à evolução do mês anterior.

Já no Alentejo observou-se uma interrupção da tendência crescente dos anteriores meses (-10,7%, face a +6,3% em março), tendo ocorrido igualmente diminuição de dormidas no Algarve (-6,9% e +11,5% no mês anterior), que já tinha registado evoluções negativas em janeiro (-1,3%) e fevereiro (-2,1%).

No global, em abril as dormidas concentraram-se em 31,4% no Algarve, 27,7% em Lisboa 27,7% e 14,2% na Madeira.

Fonte: diariOnline RS com Lusa, 16 junho 2015 

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