Informação Económica e Financeira - 01/02/2008

Economia – Portugal é o terceiro da UE com mais desemprego
Portugal despediu-se de 2007 com a terceira maior taxa de desemprego da Europa, só superado pela Espanha e pela Eslováquia.
De acordo com os número do Eurostat, ontem tornados públicos, o desemprego em Dezembro voltou a ficar-se pelos 8,2%, uma taxa inalterada face aos resultados de Outubro e de Novembro, mas 0,3 pontos percentuais (pp) acima do registado no final de 2006.

In Jornal de Negócios on-line, 01 de Fevereiro 2008

 

Economia – Há mais de dois anos que as famílias portuguesas não estavam tão pessimistas
O índice de confiança dos consumidores portugueses voltou a registar uma forte queda no mês de Janeiro deste ano, atingindo o nível mais baixo desde Setembro de 2005. As famílias portuguesas estão preocupadas com a sua situação financeira e a do país e com o aumento do desemprego. Já a perspectiva de comprar carro e de fazer melhorias na casa nunca foi tão baixa.
De acordo com os dados hoje apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística, o indicador de confiança dos Consumidores intensificou o movimento descendente observado desde Novembro de 2006, atingindo o mínimo desde Setembro de 2005.
O indicador caiu em Janeiro para 41,4 pontos negativos, aproximando-se assim cada vez mais do mínimo histórico fixado em Abril de 2003 nos 46,2 pontos negativos.
Em Dezembro o índice tinha recuado para 39,2 pontos negativos, muito abaixo dos 31,3 pontos negativos verificados em Janeiro do ano passado.
Para a queda do índice em Janeiro deste ano contribuíram todas as suas componentes, com excepção das expectativas de poupança (este sub-índice melhorou de -59,4 para 58,6).
Já o índice que mede a situação financeira do lar nos próximos 12 meses baixou de 19,9 para 23,5 pontos negativos, enquanto a indicador para a situação económica do país nos próximos 12 meses caiu de 32,3 para 36,8 pontos negativos.
Estes resultados reflectem as perspectivas negativas das famílias portuguesas face aos efeitos negativos da crise do mercado de crédito na economia mundial e também o forte aumento dos preços, sobretudo dos alimentos e dos combustíveis. Os portugueses estão também mais pessimistas acerca da evolução do desemprego (o índice aumentou de 45,3 para 46,6).  
O INE acrescenta que "as perspectivas de evolução da situação económica do país e financeira do agregado familiar apresentaram novamente os contributos mais expressivos, acentuando, em ambos os casos, as trajectórias descendentes dos meses anteriores (mínimos desde Outubro de 2005 e Maio de 2003, respectivamente)".
Já "as perspectivas sobre a evolução do desemprego prolongaram o contínuo agravamento apresentado desde Julho, atingindo o valor mais desfavorável desde Abril de 2006. As expectativas de poupança recuperaram ligeiramente do mínimo histórico registado em Dezembro".
Perspectivas de compra de carro em mínimo histórico
O INE detalha ainda as respostas ao Inquérito de Conjuntura hoje divulgado. As apreciações dos consumidores sobre a situação financeira do agregado familiar apresentou o valor mais baixo desde Maio de 2003.
As opiniões sobre a situação económica do país prolongaram o movimento descendente iniciado em Março e as apreciações sobre a evolução passada e futura dos preços registaram novos aumentos, atingindo, no segundo caso, o máximo desde Abril de 2003.
Já as perspectivas de compra de carro e de realização de grandes gastos com melhoramentos na habitação retomaram em Janeiro os respectivos movimentos descendentes que haviam sido interrompidos no trimestre anterior, voltando a situar-se nos mínimos históricos das respectivas séries.
Clima económico em mínimo de Março
Quanto aos empresários, as notícias também não são animadoras. O indicador de clima económico agravou-se nos dois últimos meses, registando o valor mais baixo desde Março do ano passado.
No Comércio, o indicador de confiança deteriorou-se em Janeiro, contrariando o movimento ascendente iniciado em Setembro. Segundo o INE, este andamento foi determinado pelo agravamento observado no Comércio por Grosso, uma vez que no Comércio a Retalho este indicador tem vindo a recuperar continuamente desde Agosto.
Nos serviços, o indicador de confiança voltou a agravar-se, "o que se deveu à deterioração das opiniões sobre a actividade da empresa e das perspectivas de procura", refere o INE.
Na Indústria Transformadora, o indicador de confiança recuperou ligeiramente em Janeiro, "sobretudo em resultado do forte contributo positivo das opiniões sobre a evolução dos stocks de produtos acabados, registando-se um intenso agravamento nas opiniões sobre a procura global".
Na construção e obras Públicas, o indicador de confiança recuperou, voltando a aproximar-se do máximo dos cinco anos anteriores atingido em Outubro, em consequência do desagravamento observado nas perspectivas de emprego.

In Jornal de Negócios on-line, 01 de Fevereiro 2008

 

Economia -  Inflação na zona euro atinge em Janeiro o pior nível dos últimos 14 anos
A taxa anual de inflação no conjunto dos países do euro terá fixado-se nos 3,2% no mês de Janeiro, o nível mais elevado desde Dezembro de 1993.
De acordo com as estimativas rápidas do Gabinete de Estatística comunitário (Eurostat), o Índice de Preços no Consumidor (IPC) da zona euro aumentou uma décima em Janeiro para os 3,2%, face à taxa de variação anual de 3,1% verificada no mês anterior.
A inflação na zona euro é calculada com base no Índice de Preços no Consumidor da União Monetária (MUICP), utilizando para tal a informação dos preços já se encontra disponível nessa altura dos Estados-membros, para o mês em análise, bem como os preços da energia. 
O Eurostat destaca a fiabilidade deste procedimento, dado que nos últimos dois anos, a taxa de inflação real concidiu com as estimativas em 17 casos, e noutras 7 ocasiões diferenciou por 1 décima.

In Diário Económico on-line, 01 de Fevereiro 2008

Taxas de juro (Euribor)  
Euribor 3 Mês – 4,3670%
Euribor 6 Mês – 4,3560%
Euribor 12 Mês – 4,330%
Divisas
1Euro = 1,4887 US Dolars

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