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Informação Económica e Financeira - 07/05/2010Economia – BCE pede mais medidas de consolidação a Portugal O presidente do Banco Central Europeu defendeu que todos os países do euro precisam de intensificar esforços. O Governo português será obrigado a avançar com mais medidas de consolidação orçamental se quiser cumprir o objectivo de colocar o défice abaixo dos 3%, em 2013. O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, confirmou, ontem, em Lisboa, que Portugal vai precisar de apertar ainda mais o cinto, um dia depois da Comissão Europeia ter também pedido mais medidas de austeridade a Teixeira dos Santos. "A informação mais recente indica que a correcção dos elevados desequilíbrios orçamentais exigirá, de um modo geral, uma intensificação dos actuais esforços", defendeu Trichet, acrescentando que "Portugal é um dos outros quinze países na Europa aos quais a mensagem é destinada". O presidente do BCE falava, em conferência de imprensa, depois de mais uma reunião mensal de juros que, excepcionalmente, decorreu em Portugal. Depois de ter dado conta da manutenção das taxas de juro directoras para a zona euro em 1%, Trichet sublinhou os passos que todos os países do euro terão de dar para equilibrar as finanças públicas. Primeiro, "a consolidação orçamental precisará de exceder substancialmente o valor de referência para o ajustamento estrutural de 0,5% do PIB por ano". É que a rapidez importa: "Quanto mais se adiar a correcção orçamental, maiores serão as necessidades de ajustamento e mais elevado será o risco de perdas de reputação e de confiança", explicou Trichet. No caso português, esta urgência está apenas moderadamente prevista: por um lado, é certo que o Governo coloca como meta anual uma correcção do défice sempre acima de um ponto do PIB; mas por outro, deixa as maiores descidas do desequilíbrio para o final do horizonte de correcção. In Diário Económico on-line, 07 de Maio 2010 Economia – Espanha sai da recessão no 1º trimestre com PIB a subir 0,1% A Espanha saiu da recessão no primeiro trimestre do ano, com um ligeiro crescimento do PIB de 0,1 por cento relativamente ao trimestre anterior, depois de um ano e meio de contracção, anunciou esta sexta-feira o Banco de Espanha. Após seis trimestres consecutivos de baixa, o PIB espanhol recuperou 0,1% comparando com os últimos três meses do ano, diz a AFP. Segundo as estimativas divulgadas pelo Banco de Espanha, o país entrou em recessão no segundo semestre de 2008, abalado pela crise financeira internacional e após a explosão da bolha imobiliária que sustentou o seu forte crescimento nos anos anteriores. In Agência Financeira on-line, 07 de Maio de 2010 Economia - Juros da dívida pública portuguesa continuam acima dos 6% Os juros das obrigações do tesouro portuguesas a 10 anos estão novamente a negociar em alta, acima dos 6%, depois de ontem o presidente do Banco Central Europeu ter falhado em tranquilizar os mercados financeiros em relação à crise da dívida soberana. O diferencial entre a dívida pública grega e alemã superou os 900 pontos base. À semelhança do que aconteceu ontem , as “yields” da dívida soberana portuguesa a 10 anos está a negociar acima dos 6%, o que não acontecia desde 1997, quando o escudo ainda circulava. Os juros das obrigações do tesouro estão a avançar nove pontos base, para 6,198%. Nas maturidades mais curtas, o prémio pago pela dívida pública portuguesa também continua a avançar. As “yields” a 5 anos sobem 12 pontos base para os 5,950%, aproximando-se dos 6%, enquanto a 2 anos, os juros pagos pelas obrigações do tesouro sobem 23 pontos base para os 5,828%. Ontem, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet voltou a repetir que Portugal e espanha "não estão no mesmo barco da Grécia", mas também afirmou que o Conselho de Governadores não discutiu a possibilidade de o Banco central comprar divída pública soberana, o que decepcionou os investidores. As declarações de Trichte não foram suficientes para acalmar os investidores, que continuam a descontar um risco superior para as economias periféricas. Hoje os juros da dívida pública grega e espanhola também continuam a aumentar. No caso da Grécia, as obrigações a 10 anos estão a subir 70 pontos base para 11,986%, com o “spread” face à dívida pública alemã a negociar acima dos 900 pontos base. As “yields” das obrigações a 10 anos de Espanha sobem cinco pontos base para 4,461%. In Jornal de Negócios on-line, 07 de Maio 2010 Taxas de juro (Euribor) Euribor 3 Mês – 0,682 % Euribor 6 Mês – 0,984 % Euribor 12 Mês – 1,249 % Divisas 1Euro = 1,2736 US Dolars |
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