PREÇOS VÃO DISPARAR A PARTIR DE ABRIL COM A SUBIDA DO IVA PARA 18%:TABACO MAIS CARO ATÉ 30 CENT.
Açores
O aumento dos impostos sobre o tabaco vai fazer com que os maços disparem entre os zero e os 30 cêntimos já a partir de Fevereiro, mas os industriais tabaqueiros referem que os novos preços chegam em breve, uma vez que em princípios de Fevereiro é que será estudado o valor em concreto para cada tipo e marca de tabaco comercializados na Região.
O aumento da carga fiscal sobre o tabaco, estipulada em 4,6%, vai fazer com que os maços de cigarros aumentem em média 10 a 20 cêntimos, conforme as marcas, confirmou ao Económico fonte do mercado.
Os produtos com os novos preços irão chegar ao mercado faseadamente, à medida do escoamento do produto a preço antigo existente ao longo da cadeia de distribuição. Estes aumentos surgem numa altura em que é intenção do Governo rever a lei do tabaco para reforçar o combate ao fumo passivo e estudar a possibilidade de avançar com a proibição de fumar em espaços fechados.
Segundo Carlos Costa Martins, da Fábrica de Tabaco Estrela, “o ano de 2012 vai ser muito complicado ao nível de aumentos no tabaco, uma vez que teremos de ter em conta as subidas do imposto e do IVA”. Por isso mesmo, o industrial não tem dúvidas ao afirmar que, por maço, já em Abril, as subidas poderão ser de zero (no caso dos cigarros que já atingiram o imposto mínimo), de 10, 20 e 30 cêntimos por maço de tabaco. Os primeiros aumentos irão sentir-se já em Abril com o IVA a passar de 16 para 18%, mas concretamente só no início de Fevereiro iremos concertar valores de forma a podermos saber, realmente, quais e de quanto serão os aumentos. Até ao final do ano poderão mesmo verificar-se diversas subidas nos valores a pagar pelos fumadores na Região”, salientou ainda Costa Martins.
Também questionado sobre este assunto, Mário Fortuna, da Fábrica de Tabaco Micaelense confirmou os aumentos previstos, sendo que estes, no caso daquela tabaqueira, poderão situar-se entre os 20 e os 30%.
No continente português, em especial, um outro fenómeno que tem vindo a fazer tremer a indústria tabaqueira é o aumento do contrabando. Segundo uma fonte contactada pelo jornal “Económico”, “Portugal tem vindo registar a uma redução do consumo legal de cigarros, desde há meia dúzia de anos, em particular em resultado de fortes aumentos da fiscalidade/preços entre 2005 e 2008”, assegura a fonte ligada ao sector, que faz questão de frisar que Portugal tem uma das mais elevadas incidências fiscais totais sobre os cigarros da UE-15 e um dos níveis de preços relativos dos cigarros (descontados pelas paridades de poder de compra) mais oneroso da UE-15.
É este aumento da carga fiscal sobre os cigarros que faz com que o contrabando esteja a aumentar em Portugal, garante a mesma fonte. “Ocorreu um forte crescimento do fenómeno do comércio ilícito de cigarros (de contrabando e/ou de contrafacção) e do consumo de produtos de tabaco até recentemente menos tributados por comparação com os cigarros como, por exemplo, o tabaco de enrolar”.
Fonte: Correio dos Açores, 12.01.12
http://www.correiodosacores.net/index.php?mode=noticia&id=36732