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Vamos Lutar, Vamos Resistir, vamos levantar-nos
Na última mensagem dissemos que estávamos tristes e revoltados, porque perdemos a primeira batalha do IVA, mas estávamos cheios de coragem para a luta, e para ganharmos a guerra, atingindo os nossos objetivos, que é reduzir a taxa do IVA nos serviços de restauração e bebidas. Os setores da Restauração e da Hotelaria precisam, urgentemente, de nova vitalidade, e capacidade competitiva. Por isso não descansaremos enquanto não tivermos a taxa reduzida, igual aos países nossos concorrentes. Por isso, lançámos a Petição à Assembleia da República, para que, ainda em 2012, seja revogado o aumento de 13% para 23%. Temos que assinar a Petição, temos que divulgar a Petição, temos que pedir a todos os nossos clientes, os diretamente visados, que assinem a Petição.
Nos poucos dias, desde que lançámos a Petição “on-line”, e a colocámos a circular em papel nos nossos estabelecimentos, já recolhemos milhares de assinaturas. É nestas ocasiões que a expressão “a união faz a força” ganha toda a sua razão. Por isso vos peço que participem ativamente nesta nova batalha. Batalha que acaba de ganhar poderosos reforços com a adesão de várias instituições, e inúmeros deputados, presidentes de câmara e figuras públicas que subscreveram e dinamizam, pessoalmente, a nossa cruzada. A cereja no topo do bolo, foi ouvir, pessoalmente, o nosso Presidente da República, na audiência que nos concedeu, dizer “avancem com a entrega da Petição na Assembleia da República”. A razão que nos assiste foi clara, e inequivocamente expressa, e apoiada pelo guardião da liberdade constitucional, o primeiro magistrado da nação, o Presidente de todos os portugueses. Com este supremo apoio, ganhamos novas forças. Vamos à luta. Retivemos ainda, da audiência com o Presidente da República o apelo para “semos fortes e resistir à crise”, bem como a sua preocupação pelos novos carenciados, que emergem entre os micro e pequemos empresários, que fecham, diariamente, as suas empresas, e que sem direito a subsídio de desemprego, sem habitação e sem poupanças, ficam no meio da rua de mão estendida. Por isso pusemos a funcionar o nosso Gabinete de Crise, para os que ainda resistem, e estamos a trabalhar com a DECO na complementaridade dos apoios aos que já desistiram. Temos que ser fortes, e lutar nas nossas batalhas, mas temos também que ser solidários com aqueles que já perderam as suas guerras. Queremos agora, fazer uma reflexão para outra luta, que temos de assumir desde já, a da recuperação económica. Temos que procurar novas estratégias e caminhos, que nos levantem do chão, e nos levem de volta à competitividade da nossa economia, e à estabilidade da nossa balança comercial, através da liderança da nossa oferta turística nas exportações. Contrariamente a vários observatórios e monitores, que tentam escamotear a verdade nua e crua, temos que assumir que a nossa hotelaria, e a nossa restauração, estão a ter os piores resultados desde que há memória. Estatísticas de hotéis a vender a preços de saldo e a fechar. O Algarve com ocupações de 10%, algumas receitas com quebras de mais de 50%, têm que nos abrir os olhos, e fechar os ouvidos aos cantos das sereias. Vamos aproveitar a BTL para refletir, e promover novas estratégias. Vamos resistir ao assalto ao dinheiro do Turismo de Portugal, e assumir a liderança da promoção turística definitivamente. Vamos dizer ao governo que a Diplomacia Económica, e a estratégia da Marca Portugal, não é ouvir um Conselho, e decidir nos Gabinetes. São as empresas, os seus representantes, com a liderança da Confederação do Turismo, que devem ter a última palavra, a da decisão. Por isso, a AHRESP deposita fortes esperanças nos novos órgãos sociais da CTP, que vão ser agora ser eleitos, e que têm de quebrar amarras, e assumir novas responsabilidades. Vamos lutar, vamos resistir, vamos levantar-nos.
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