"Quem suporta os custos "do aumento do IVA" é o consumidor"

Apesar da garantia dada pelo primeiro-ministro sobre o aumento do IVA, referindo tratar-se de uma “medida boa para a economia”, empresários de vários setores, escutados pelo Jornal de Negócios, têm uma opinião diferente. Os “150 milhões de euros” que o Estado prevê arrecadar sairão, referem, diretamente das margens de lucro das empresas, enquanto a grande distribuição prevê que tal aumento recai sobre o consumidor.

Durante a apresentação do Documento de Estratégia Orçamental (DEO) foi lançada a ‘bomba’: o aumento da taxa normal do IVA de 23 para 23,25%, que permitirá arrecadar “150 milhões de euros” destinados exclusivamente para a sustentabilidade das pensões e com a garantia de Passos Coelho de que trata-se de “uma medida boa para a economia”.

Opinião diferente têm, porém, os empresários consultados pelo Jornal de Negócios. “Nas empresas de restauração, calculamos que vamos faturar menos 20 milhões. Ou seja, estamos a falar de mais um aumento de impostos que serão os empresários a suportar, tal como já fizemos no nosso setor quando o salto do IVA foi de 13 para 23%”, comenta Pedro Carvalho, da direção da AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal).

 

No mesmo sentido, Luís Veiga, presidente da Associação de Hotelaria de Portugal, afirma que “não serão os clientes, através de um aumento de preços, que vão absorver o aumento da carga de impostos. Esta será [sim]”, acrescenta, “uma forma de retirar ‘cash flow’ às empresas, ou seja, serão elas que vão pagar os 150 ou 200 milhões que o Governo espera arrecadar”.

No setor têxtil e do metal, a posição é idêntica. “É mais uma subida que tem alguns efeitos sobre a tesouraria porque o IVA já foi de 16%, depois de 19%, 21%, 23% e agora 23,25%. É mais areia na engrenagem”, refere o vice-presidente da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP).

 

Já a diretora-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), Ana Isabel Trigo Morais, deixa o aviso, em declarações também ao Jornal de Negócios, de que “no final do dia, quem suporta os custos é o consumidor” porque “toda a cadeia de valor vai ajustar a oferta”, lamentando por isso que “mais uma vez se cobre ao consumo” para “alimentar a máquina do Estado”.

Fonte: noticiasaominuto, 08-05-14

 

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