PSD DIZ QUE SUBIDA DO IVA NA RESTAURAÇÃO "NÃO É UM FACTO CONSUMADO"
O deputado do PSD Luís Menezes afirmou ontem que a subida do IVA para a taxa máxima no sector da restauração e hotelaria “não é um facto consumado”, garantindo que o Governo ainda está a avaliar todos os cenários possíveis.
De acordo com Luís Menezes, que participou no debate “A Tragédia do IVA”, promovido pela AHRESP, “a manutenção da taxa de IVA como ela está seria o melhor” mas o Governo precisa rapidamente de aumentar a receita para cumprir as metas estabelecidas pela troika, admitindo assim que esta é uma real possibilidade.
“Se o IVA subir, acho que não é uma catástrofe”, admitiu o deputado social-democrata, defendendo que “não vivemos no mundo em que queremos, vivemos no mundo do possível”, uma vez que “já não somos detentores da nossa soberania financeira”.
E também Hélder Amaral, deputado do outro partido do Governo, o CDS-PP, frisaria a necessidade urgente de aumentar a receita, sublinhando que “o Governo admitiu que a prioridade é consolidar as contas”, reconhecendo assim a possibilidade do IVA na restauração e hotelaria vir a aumentar de 13% para 23%.
“Estou convencido que o sector encontrará formas de absorver este impacto negativo. A própria AHRESP assume que há excesso de oferta”, considerou o deputado democrata cristão durante o debate, que foi moderado por Fátima Campos Ferreira.
Representados também no painel “A posição política dos partidos sobre o IVA da restauração e da hotelaria” estiveram ainda deputados do PS, PCP e Bloco de Esquerda, partidos que se opõe à subida do IVA, alegando que a medida vai paralisar o turismo, o sector mais exportador da economia nacional.
“Dificilmente o PS concordaria com um aumento tão grande na taxa de IVA”, afirmou Duarte Cordeiro, deputado do Partido Socialista, comparando o aumento do IVA previsto a “um imposto às exportações portuguesas”.
Fonte: Turisver, 12.10.11
http://www.turisver.com/article.php?id=54230