Contratações vão subir 15% nos restaurantes e hotéis

Estudo assinala uma crescimento líquido de 5% no início de 2017. Restauração, hotelaria e transportes são quem vai reforçar mais. Sul mais otimista

O turismo é um dos sectores que mais está a dinamizar a economia e promete ser o que mais vai puxar pelo crescimento do emprego em 2017. Esta tendência irá fazer-se sentir no início do ano: apesar dos efeitos da sazonalidade, as empresas de restauração e de hotelaria preveem aumentar as contratações em 15% no primeiro trimestre do próximo ano.

Esta é a estimativa de crescimento antecipada pelos empresários do sector ao Employment outlook survey, realizado pela ManpowerGroup e que revela as perspetivas de contratação dos empresários e gestores para os três meses seguintes. O estudo, que inquiriu 628 empregadores, coloca o turismo como o sector que mais vai reforçar contratações, ainda que haja mais cinco que revelem a mesma intenção.

A tendência não surpreende Pedro Carvalho, diretor do Departamento de Investigação e Planeamento da Associação de Restauração e Similares de Portugal (AHRESP). São, diz, o resultado da cada vez maior procura por parte de turistas estrangeiros, de um aumento da confiança dos consumidores portugueses e também do reforço de tesouraria que a descida do IVA da restauração veio dar a muitas empresas.

"Os resultados que temos tido são a prova de que Portugal já não é uma moda. É um destino que está nos radares dos turistas", referiu Pedro Carvalho ao Dinheiro Vivo. O responsável da AHRESP refere ainda que o crescimento do emprego registado ao longo de 2016 já veio demonstrar o impacto positivo da mudança no IVA e acredita que este efeito se vai manter e que isso se vai refletir nos meses da época baixa (em que o efeito da sazonalidade tradicionalmente mais se faz sentir).

Nuno Gameiro, country manager da ManpowerGroup salienta, por seu lado, que Portugal é cada vez "mais do que apenas sol e praia", estando a posicionar-se como um destino de turismo urbano, rural, ecológico, cultural e patrimonial, o que ajuda a perceber que as empresas de restauração e de hotelaria sejam as que mais pretendem contratar.

Também nos transportes se aponta para uma subida das contratações da ordem dos 12%. Segue-se a agricultura e pescas (7%), o comércio (6%), indústria (4%), setor público (3%) e construção civil (2%). Em contraciclo com esta tendência surgem as atividades ligadas ao fornecimento de água, eletricidade e gás, e área financeira - o que Nuno Gameiro acredita estar relacionado com "o momento económico-financeiro que vivemos".

Em termos globais, os resultados do estudo apontam para uma projeção da criação líquida de emprego de 5%. Perante os resultados, Nuno Gameiro assinala que os três trimestres em que o estudo passou a analisar também a situação de Portugal, "indicam que a projeção para a criação de emprego se mantém em terreno positivo e a evoluir a um ritmo moderado". Do painel de entrevistados, 12% prevê reforçar a sua força de trabalho e 75% não espera alterações. Há, ainda assim, um grupo de 7% que antecipa reduções.

A nível regional, os resultados indicam que a maior parte das novas contratações vão surgir a Sul, prevendo-se uma criação líquida de emprego de 11%. O número contrasta com o clima de pessimismo que os empresários manifestaram no inquérito anterior. A Norte, a subida será de 3%, mas o Grande Porto irá destacar-se ao apontar para um acréscimo de 4%. Já na Grande Lisboa, as perspetivas apontam para uma subida bastante mais modesta - apenas 1%.

A tendência revelada pelas empresas portuguesas está em linha com a das congéneres da maior parte dos países que integram este estudo: em 43 países analisados, há 40 em que se espera um reforço do número de trabalhadores em 2017. Brasil, Suíça e Itália são os três onde se espera que as contratações recuem face ao último trimestre deste ano. Curioso é que ninguém sinalizou receios por causa dos problemas gerados pelo brexit.

Fonte: Dinheiro Vivo, 13.12.2016 

 

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