"Portugal Sou Eu" e Casa do Arroz unem-se para promover o arroz carolino

O "Portugal Sou Eu" e a Casa do Arroz - Associação Interprofissional do Arroz, assinaram um protocolo com o objetivo de promover o arroz carolino, produzido exclusivamente em Portugal.

Esta parceria irá permitir alargar a divulgação do "Portugal Sou Eu" e aumentar o número de produtos com o Selo do programa, como reforçar a competitividade da fileira do arroz nacional, aumentando a sua visibilidade como produto de qualidade, dentro e fora de portas.

A Casa do Arroz representa, do lado da indústria, a ANIA - Associação Nacional dos Industriais do Arroz, a única associação da qual fazem parte cinco indústrias (Cecílio, Ernesto Morgado, Novarroz, Orivárzea e a Valente Marques), algumas destas já Empresas Aderentes ao "Portugal Sou Eu".

Do lado da produção, estão representadas na Casa do Arroz duas associações, que representam 75% da produção nacional: a AOP, que agrupa 530 agricultores em 20.000 ha, e a APOR, que agrupa 270 agricultores em 1.400 ha.

Em Portugal, a fileira do arroz emprega 2 mil agricultores e 500 operários fabris distribuídos por 12 PME, num total de cerca de 10 mil pessoas envolvidas, direta e indiretamente.

Portugal é o quarto maior produtor europeu de arroz com uma área de produção de 30.000 ha, gerando cerca de 180 mil toneladas de arroz em casca, que depois de transformado (descascado e branqueado mecanicamente) nas fábricas portuguesas rende cerca de 130 mil toneladas de arroz branco pronto a consumir.

Portugal é o maior consumidor de arroz da Europa, com 18kg per capita por ano e embora produza 60% do arroz que consome, principalmente das variedades Carolino, tem que importar os outros 40% (cerca de 100.000 toneladas das variedades Agulha, Basmati, Thai/Jasmim, entre outras).

Este programa pretende promover o consumo informado e dinamizar a oferta nacional com elevado valor acrescentado, como forma de melhorar a competitividade das empresas portuguesas, promover o equilíbrio da balança comercial, combater o desemprego e contribuir para o crescimento sustentado da economia. A fase II do programa "Portugal Sou Eu" foi lançada em agosto de 2016 e assenta numa reorientação estratégica no sentido de aumentar a notoriedade da marca "Portugal Sou Eu", disponibilizar melhor informação aos consumidores e garantir um maior envolvimento da sociedade civil.

No portal www.portugalsoueu.pt estão registadas mais de 1.500 empresas nacionais, cujos produtos ou serviços estão em processo de qualificação.

O Selo "Portugal Sou Eu" é atribuído aos produtos e serviços com base em critérios de incorporação nacional, marcas e patentes, emprego nacional e valor acrescentado nacional da empresa.

O programa valoriza, através do Selo, a produção nacional de produtos, serviços e artesanato. Já a atribuição do Estatuto "Estabelecimento Aderente Portugal Sou Eu" destina-se às empresas do comércio, restauração e afins que comercializam produtos "Portugal Sou Eu".

O "Selo" e o "Estatuto Estabelecimento Aderente" são uma mais-valia competitiva, uma vez que identificam a produção nacional, estimulam o reconhecimento e a valorização dos produtos e dos serviços de origem portuguesa e permitem aos consumidores uma escolha informada.

Os produtos e serviços que cumprem os requisitos de adesão ao Programa podem ser identificados pelo consumidor através do Selo "Portugal Sou Eu":

O "Portugal Sou Eu" tem financiamento do programa Compete 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, e é gerido por um Órgão Operacional formado pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), Associação Industrial Portuguesa-Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI), Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) e pelo IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação, IP, a quem compete coordenar este mesmo órgão.

Fonte: AgroNegócios Online, 19 abril 2017

 

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