Pedrógão Grande: Armazém de doações em Castelo Branco ultrapassou as 40 toneladas

A plataforma logística de solidariedade criada em Castelo Branco para receber e encaminhar doações de todo o país e do estrangeiro para as vítimas dos incêndios de junho já ultrapassou as 40 toneladas de bens.

"A campanha [de solidariedade] está a decorrer muito bem. Foi uma surpresa muito agradável esta onda de solidariedade. Há uma avalanche de dádivas no país e estamos também a receber da Bélgica, Suiça, França", disse hoje à agência Lusa o presidente da Associação Empresarial de Castelo Branco (AEBB), José Gameiro.

A AEBB e as delegações de Castelo Branco do Banco Alimentar Contra a Fome e da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) juntaram-se numa iniciativa solidária para angariar bens para as vítimas dos incêndios, sendo que foi disponibilizado também um armazém para funcionar como plataforma logística para as doações que estão a chegar de todo o país e do estrangeiro.

"Neste momento, seguramente que já passamos as 40 toneladas em bens que estão armazenados e que já foram entregues", disse.
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Hoje, um camião que transportava bens angariados pela imobiliária RE/MAX esteve a descarregar material na plataforma de Castelo Branco, sendo que, na próxima semana, irão chegar mais cinco ou seis viaturas para ali serem deixados os bens angariados de norte a sul do país, pelas 250 agências da imobiliária.

Em nota enviada à Lusa, a RE/MAX explica que para fazer a recolha de bens entre privados e empresas que não tinham possibilidade de se deslocar às zonas afetadas, a empresa mobilizou 6.500 colaboradores e garantiu a recolha desses produtos e artigos que agora vão ser entregues em Castelo Branco.

"A solidariedade dos portugueses arrebatou-nos completamente e as lojas RE/MAX fizeram um trabalho magnífico e recolheram bastantes toneladas de donativos", diz Beatriz Rubio, CEO da empresa.

Esta responsável adiantou ainda que tiveram o recheio de várias casas, na sua totalidade, a ser doado para as famílias de Pedrógão Grande, bem como centenas de sacos com loiça e roupas de casa: "Inclusive, dois irmãos de Oeiras que doaram quase 75 metros cúbicos de equipamentos como banheiras, sanitas, colchões, pavimento, torneiras, entre outros materiais".

Dois grandes incêndios começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos. Foram extintos uma semana depois.

Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 habitações, 169 de primeira habitação, 205 de segunda e 117 já devolutas. Quase 50 empresas foram também afetadas, assim como os empregos de 372 pessoas.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta.

Fonte: DN, 2017-07-14

 

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